UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL – UFRGS
FACULDADE DE EDUCAÇÃO – FACED
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA A DISTÂNCIA - PEAD
INTERDISCIPLINA ESCOLA, CULTURA E SOCIEDADE: UMA ABORDAGEM SOCIOCULTURAL E ANTROPOLÓGICA.
Professora: Vera Corazza
Aluna: Tanara Justo Mengue
ATIVIDADE 1
SER PROFESSORA E SUAS IMPLICAÇÕES HISTÓRICAS
A partir das leituras realizadas dos livros de “Pedagogia da Autonomia” e “Pedagogia da Indagação” de Paulo Freire, proposta pela Interdisciplina Escola, Cultura e Sociedade, e posteriormente dialogar com algumas colegas do curso, percebi semelhanças em minha prática educativa.
Repensando em minha prática, assim como ressaltou o autor “Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”, ou seja, nós seres humanos somos seres inacabados, estamos sempre em constante processo de aprendizagens.
Quando falamos em aprendizagens, nós professores nos direcionamos a nossa sala de aula como uma maior ferramenta de obtermos conhecimentos.
Neste processo, assim como aprendemos em nossa formação no magistério, que a presença da curiosidade desenvolve o perguntar, conhecer, atuar, reconhecer, além de convocar à imaginação, a intuição, as emoções, a capacidade de compreender, etc. em nossos alunos.
Acredito que devemos respeitar suas curiosidades, revelando assim seus interesses e descobertas, construindo novas aprendizagens, assim como hoje pratico em minhas aulas.
Posso citar como exemplo, se os alunos desejam saber sobre avião, poderá ser realizadas experiências, pesquisas sobre como ele é produzido, com quais materiais, quais os tipos de combustíveis que existem, o piloto tem alguma roupa em especial, horas de vôo e descanso do piloto, etc., abrindo também diversos campos para a Interdisciplinaridade, além da presença da ludicidade na sala de aula.
Bem como a curiosidade, aprendi em minha formação que o diálogo possui um grande papel na relação professor/aluno, a qual é uma grande fonte utilizada por nós educadores, além de saber escutar os alunos, pois escutando, aprendo a me colocar, situar em minhas idéias, sendo capaz de interagir e comunicar, direito de concordar e discordar, de me posicionar frente minhas opiniões, assim também como o aluno, expandindo seus conhecimentos.
Do mesmo modo, em nossa prática docente, deve haver o respeito entre alunos e professores, possibilitando trocas mútuas que irão contribuir para o crescimento intelectual do indivíduo e reproduzir um ambiente de direitos e dever igualitário, assim como dizia Paulo Freire em seu livro Pedagogia da Autonomia (pág. 107) que “ninguém é superior a ninguém”.
Esses saberes da prática educativa, são aprendidos no início de nossa formação, quando somos preparados para auxiliar os alunos na produção de conhecimentos, no desenvolvimento de suas habilidades e de sua autonomia.
Ao longo deste processo, algumas mudanças vão sendo necessárias de acordo com que vamos aplicando-as na prática os nossos conhecimentos obtidos, onde refletimos, analisamos e compreendemos uma melhor maneira de aplicá-los, visando diversos métodos e maneiras significativas para a própria construção de aprendizagens do aluno, compreendendo suas reações e etapas. Do mesmo modo, buscar aperfeiçoar sempre o nosso trabalho docente, indo em busca de intervir e melhorá-lo.
Não podemos entender a educação como uma experiência fria, sem sentimentos e emoções, sem desejos e sonhos, sem a liberdade de expressão. Como de fato aprendi em minha formação que é necessário que tenhamos respeito com a maneira que o aluno tem de ver o mundo e com os conhecimentos prévios já trazidos consigo e aproveitá-los para a partir deles buscar novas informações e abrir caminhos para novos assuntos.
Portanto, como ressalta Paulo Freire que é preciso ter “... esperança de que o professor e o aluno junto podem aprender, ensinar, inquietar-se, produzir e juntos igualmente resistir aos obstáculos a nossa alegria.”.
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